Site oficial. Brasília, domingo, 20 de maio de 2012
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Carnavais anteriores

 
 
1970 1º lugar, na categoria “BLOCO”, com o Samba ¨MEU PÉ DE LARANJA LIMA”, do Compositor PAULO MARINHO.
   
1971 1º lugar, na categoria “BLOCO”, com o Samba “ROSAS”, do Compositor WALDOMIRO LUIZ BARBOSA.
   
1972 1º lugar, na categoria “BLOCO”, com o Samba “ATÉ CINZAS CHEGAR”, do Compositor JOSÉ CARLOS TAVARES.
   
1973 1º lugar, na categoria “BLOCO”, com o Samba “OGUM-DE-LE”, dos Compositores ALBERTO FARIA e FAUSTO FARIA.
   
1974 1º lugar, já na categoria de ESCOLA DE SAMBA, com o Enredo (da Diretoria) “EXALTAÇÃO AOS DEUSES AFRO-BRASILEIROS” e Samba dos Compositores ALBERTO FARIA E FAUSTO FARIA.
A ACADÊMICOS DA ASA NORTE apresentou este enredo para o grande público de Brasília, numa homenagem justa e merecida aos nossos ancestrais oriundos do continente africano, que tanto trabalharam e contribuiram para o desenvolvimento do Brasil e que, mesmo nos momentos de adversidade, souberam conservar suas tradições, seus costumes e suas convicções religiosas.
   
1975 2º lugar, na categoria “ESCOLA DE SAMBA”, com o Enredo (da Diretoria) “BAHIA, ENCANTO DO BRASIL” e Samba dos Compositores MIRÃO e TONICO.
Este enredo foi uma homenagem à primeira capital do Brasil, a bela BAHIA das tradições da colonia ao império e aos dias atuais. Bahia dos grandes vultos históricos como Rui Barbosa e outros. Bahia das mandingas, do feitiço, das crenças, das mil coisas diferentes, alegres, tristes, exóticas, místicas. Bahia é sinônimo de encanto, lugar onde o samba nasceu.
   
1976 2º lugar, na categoria “ESCOLA DE SAMBA”, com o Enredo (da Diretoria) “BRASIL ATÔMICO, POTÊNCIA DE PAZ”, e Samba dos Compositores MIRÃO e TONICO.
A finalidade deste enredo foi fazer um breve retrospecto histórico de nosso país até os dias atuais e realçar o início de nossa Era Nuclear, apresentando-a de maneira apoteótica em termos coreográficos por ocasião do desfile carnavalesco. Contou a vida de um povo que cada dia renasce, pleno de amor e de glória. É a história do Brasil miscigenado, do Brasil amulatado. Pátria de um povo que sabe o que quer. Pátria de um povo que sabe o que faz. É o Brasil nuclear, a potência de paz
   
1977 2º lugar, na categoria “ESCOLA DE SAMBA”, com o Enredo “ODISSÉIA NEGRA”, de EDSON MACHADO, e Samba dos Compositores DUDU e EDINEU. Diretor Carnavalesco, CELSO MURILO TEXEIRA.
A importância deste enredo é a união estranha, mas real, que sintetiza a história de uma raça que fez um longo e penoso caminho desde os porões infectos dos navios negreiros às grandes vitórias, do sol cruel dos canaviais aos refletores multicores, das canções de ninar sinhôzinho a interpretações inconfundível de um folclore que ajudou a criar. Enfim a história que é muito mais de um povo do que de uma raça.
As selvas deram às noites de carnaval seus rítmos bárbaros. Os negros trouxeram de longe reservas de prantos, os brancos falavam de amor em suas canções e, dessa mistura de cores, vozes e rítmos, nasceu o seu canto, a mulata cor de canela, enfim, o samba brasileiro. A Acadêmicos da Asa Norte apresentou uma nova extravagância, a Escola que transformou a noite de carnaval numa alucinação de beleza com o enredo ODISSÉIA NEGRA.
   
1978 2º lugar, na categoria “ESCOLA DE SAMBA”, com o Enredo (da Diretoria) “REDE GLOBO, ALEGRIA DO POVO” e Samba do Compositor Edinho. Figurinos de KECO – Alegorias de ALFREDO PEREIRA.
A Acadêmicos da Asa Norte apresentou um carnaval rico e alegre homenageando a REDE GLOBO DE TELEVISÃO pelo trabalho realizado em prol do samba brasileiro e, também, pela forma dinâmica e inteligente de sua equipe de profissionais brasileiros encarregados de levar, em sua programação, momentos de lazer à população do nosso imenso País.
No desenvolvimento do enredo foram mostrados, através de vídeos, alguns quadros elaborados pelos brilhantes homenageados.
   
1979 1º lugar, na categoria “ESCOLA DE SAMBA”, com o Enredo (da Diretoria) “RIO, BERÇO DO CARNAVAL” e Sasmba dos Compositores EDINHO e ZEFERINO.
Nesse ano, a Acadêmicos da Asa Norte lembrou o carnaval da Capital do Samba, o Rio de Janeiro, nos séculos XIX e XX. Não se pode considerar este enredo como um trabalho completo sobre o tema. Isso implicaria abordar, sob todos os ângulos, as minúcias e particularidades do carnaval, o que, dada a elasticidade do assunto um trabalho inviável para a ocasião. Por outro lado, retratar detalhadamente tudo mo que se passou de carnaval no século XIX até os nossos dias poderia tornar o tema enfadonho na avenida. Assim, foram apresentados, em grandes linhas, os fatos marcantes, como uma reflexão para novas criações. Este criar, não apenas como sinonimo de inventar, mas antes, de refletir, de repensar, de modificar, sem contudo, perder as origens, ficar alienado.
Assim, buscou-se, resumidamente, mostrar como evoluiu o carnaval carioca. Dos bailes do século XIX às Escolas de Samba, que são, sem sombra de dúvida, atualmente, o momento maiaor do carnaval carioca. Foi mais um marcante carnaval da Acadêmicos da Asa Norte, com seu rítmo forte e a beleza do seu colorido vermelho e branco.
A vitória deste ano de 1979, foi a grande alegria e o maior presente de aniversário dos 10 (dez) anos de existência da Escola e, completando a festa de aniversário, foram eleitos pela Escola, representando o Carnaval de Brasília de 1979, a Rainha do Carnaval, Senhorita ROSEMARY KATIA VIEIRA TELES, a Rainha das Mulatas, Senhorita REGINA VIEIRA TELES e Cidadão Samba o Senhor NEY PEREIRA LIMA, títulos inéditos de uma Escola de Samba do Carnaval de Brasília.
Nesse ano, ainda aconteceu o lançamento da Pedra Fundamental para a construção da Sede Social da Agremiação, quando estiveram presentes várias autoridades.
   
1980 1º lugar, na categoria “ESCOLA DE SAMBA”, com o Enredo “SIM, NÓS TEMOS BANANAS”, de SÉRGIO TAPAJÓS e SÉRGIO MENDONÇA, e Samba dos Compositores ZECA MELODIA, FEO e CHIQUINHO.
Nesse ano, a Acadêmicos da Asa Norte levou para a avenida um tema bastante original, totalmente realizado em Brasília, mas homenageia todo o Brasil: A história da cultura da BANANA no nosso País.
Obedecendo a um dos critérios fundamentais para a escolha do tema, segundo o regulamento das Escolas de Samba, a Acadêmicos da Asa Norte abordou um assunto tão brasileiro como poucos: a BANANA, fruta que não é originária do Brasil e nem mesmo das Américas, segundo estudos realizados.
A BANANA é originária do sul da Ásia, das zonas de clima tropical e sub-tropical. Sua cultura foi disseminada através do Oriente Médio para as regiões mediterrâneas e pela África, onde encontrou clima propício para seu grande desenvolvimento. Embora existisse na América desde os primórdios do conhecimento humano, a espécie de Banana americana não era comestível e sim o que mpodemos considerar como uma espécie floral. A BANANA foi introduzida na América com as primeiras expedições espanholas e portuguesas que procuravam colonizar o Novo Mundo. Adaptou-se rapidamente ao clima quente e úmido, tão semelhante ao de suas terras de origem, espalhando-se no Caribe e no Brasil. No Brasil, pela extensão das terras, pela facilidade mineral do solo e pela farta distribuição das chuvas a BANANA encontrou seu berço ideal de adaptação, podendo se dizer que, naturalizando-se brasileira. Logo o Brasil tornou-se o maior produtor mundial de BANANAS, embora não seja o maior exportador mundial, já que o consumo interno da BANANA é muito grande. No Brasil vicejam praticamente todas as espécies e tipos de BANANA, desde a diminuta BANANA MAÇÃ até a grandiosa BANANA DE SÃO TOMÉ. Seu colorido é o mais variado, como o sabor e o perfume. Fruto de qualidades nutritivas e medicinais consideráveis, a BANANA é um complemento ideal para a dieta alimentar de um povo, prestando-se ainda a enriquecer a culinária, tanto acompanhando pratos salgados como transformando-se em deliciosas sobremesas e doces.
Comida ávidamente nos países frios, onde não é possível a sua produção, a BANANA, tão rico alimento, pela sua cor dourada identificou-se como símbolo dos países quentes, dos trópicos. Assim, cremos que o Brasil pode assumir com muito orgulho a BANANA como seu fruto-símbolo. A Acadêmicos da Asa Norte presta essa homenagem à grande amiga das crianças, mulheres e homens brasileiros, a BANANA, companheira cotidiana de todas as mesas, todas as cestas, todos os pratos. Tão comum e tão ligada à vida da família brasileira, a BANANA sempre foi a fruta humilde, sem a fama dos melões e morangos europeus ou a exoticidade de bacuris ou sapotis. Apesar de sempre presente, nunca foi lembrada para as grandes homenagens. Essa lacuna, a Acadêmicos da Asa Norte procura agora saldar cantando com orgulho o seu enredo, para todos os ventos ouvirem, emocionados:
SIM, NÓS TEMOS BANANAS
   
1981 Não houve desfile oficial. A Acadêmicos da Asa Norte apresentaria o Enredo “MEU AMOR BRASILEIRO: O POVO”, de SÉRGIO TAPAJÓS e SÉRGIO MENDONÇA, e Samba do Compositor MIRO BARBOSA.
As três vertentes raciais encontraram clima fértil para o desenvolvimento das relações sociais harmonicamente, sem formação de quistos raciais ou religiosos, todas contribuindo igualmente para a construção da nacionalidade brasileira com seu povo ainda em formação, enriquecendo a maneira de viver, a culinária, o idioma e o comportamento, psique social brasileira.
A esperteza do índio, a sensualidade do negro, o sentimentalismo do ibérico formaram as bases do povo brasileiro, esse brasileiro alegre e triste, apaixonado e malicioso, esse brasileiro criador e preguiçoso, esse brasileiro que deixa para amanhã o que tem tanta vontade de ter criado ontem, o brasileiro pobre que canta amores perdidos como o brasileiro rico que canta os mesmos amores perdidos, o brasileiro pobre e faminto que faz da música a sublimação de sua miséria; o brasileiro moleque, mas que é cientista, piadista e artista, que canta e ri da sua tristeza porque tem a certeza de que o mundo não acabará breve e que amanhã tudo vai ser melhor; o brasileiro contraditório, paradoxal, violento, mas que inventou o carnaval, a mulata e está redescobrindo, hoje, o amor.
 

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