Site oficial. Brasília, quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
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ENREDO
NAS BODAS DE OURO DO SEU SINDICATO, OS GRANDES HOMENAGEADOS SÃO OS BANCÁRIOS!

 
  A História revela: desde os remotos tempos bíblicos, a AVAREZA – um dos Setes Pecados Capitais – inspira a curiosidade dos povos e produz, mesmo que pareça contraditório, costumes que vêm se firmando na sociedade contemporânea como um bem social.

O AVARENTO, com sua ganância desmedida, não abre mão de seus interesses patrimoniais, pondo-os acima de tudo e de todos, em sua vontade de guardar, de poupar, de amealhar riqueza, de ter sempre muito e mais, sempre.

Mas o que a todos pode parecer um defeito de caráter, uma mossa da personalidade, ensejou a criação e o desenvolvimento de instituições e sistemas que, hoje muito mais que antes, move a roda do desenvolvimento e mantém uma plataforma de estabilidade da sociedade, sendo impossível imaginar a civilização sem as instituições bancárias e seus sistemas financeiros.

No Brasil, não é diferente: a história das instituições bancárias tem origem com a chegada da Família Real ao Rio de Janeiro, no Século XIX, quando se instalaram, por ordem do Príncipe Regente D. João VI, o primeiro Banco do Brasil e a primeira Caixa de Penhores.

No Século XX, essa história revela uma quase coincidência de datas. No alvorecer dos anos 60, nasce Brasília – a tão sonhada capital do futuro – e com ela uma associação, que logo se transformaria em um sindicato forte e aguerrido: o Sindicato dos Bancários de Brasília.

Constituído, assim como todas as instituições formadas no nascimento da Capital Federal, de trabalhadores oriundos de todos os rincões do Brasil. O banqueiro, o bancário e as classes de apoio, como os vigilantes e serventes, passam a circulam pelo novo espaço físico, trazendo para a nossa Brasília a vida bancária tal como experimentada nos grandes centros urbanos de então: São Paulo e Rio de Janeiro. Os bancos ajudaram a fundar e estabelecer Brasília; e, entre os seus novos filhos, os trabalhadores das casas financeiras, os qualificados e politizados Bancários, com seus líderes e mentores.

Unidos pela vontade de lutar por seus direitos e por uma sociedade cada vez melhor e mais justa em todos os sentidos, os Bancários, representados pelo seu Sindicato e por seus membros dirigentes, os Sindicalistas, vão à grande luta, movidos pela percepção da força de seu lema, certos de que “O POVO UNIDO JAMAIS SERÁ VENCIDO”. Os Bancários e seu Sindicato vão às ruas; lutam para se fazerem ouvidos, deflagram justas e históricas greves e com coragem extrema e sentimento do mundo vão ao enfrentamento contra a sombria ditadura! Os Bancários ao lado do Povo oprimido. O Sindicato dos Bancários, dando exemplos de organização e de mobilização social, combatem e vencem – junto com as demais instituições sociais – a luta contra o Totalitarismo!

Vencida a Grande Luta, vêm as transformações promovidas pela tecnologia aplicadas às práticas bancárias. Veio a informatização, a cibernética, a telemática. Os bancários se transformam em “magos” realizando e transformando sonhos em realidade. Financiam-se o turismo, consorciam-se para aquisição dos bens de consumo, vendem-se seguros e prêmios de capitalização, tudo num verdadeiro mercado persa das modernidades.

Tudo, porém, tem seu preço, muitos destes tão caros que não se pagam em dinheiro, mas com o custo da própria saúde, em função de movimentos de digitação arduamente repetidos em seu labor diário nas máquinas da modernidade desenfreada, os Bancários desenvolvem um novo tipo de doença: e o fantasma da LER/DORT (lesão do esforço repetitivo/doença osteomusculatres relacionadas ao trabalho) assombra o trabalhador.

Na trilha infinita da especialização dos serviços e produtos bancários, aparecem as agências dos Correios e as Casas Lotéricas acumulando a função de postos bancários. Surge o Correspondente Bancário. E mais: começam a surgir as agências virtuais e os TAA – terminais de autoatendimento. O Bancário virou uma máquina fria e sem sentimentos? A máquina substitui o homem?

Hoje, a classe trabalhadora dos Bancários conta com apoio de associações de saúde, previdenciárias, recreativas, culturais e beneficentes, criadas por eles próprios como sua contribuição para a sociedade. A preocupação com a educação, cultura e lazer do Povo e da sua categoria faz com que o Sindicato dos Bancários conduza várias iniciativas que engrandecem os brasileiros.

Muitas batalhas e muito mais conquistas! Com sabedoria, resistência e amor extremado às causas bancárias, o Sindicato dos Bancários de Brasília vem fazendo seu lema “UNIDOS SOMOS MAIS FORTES”. A categoria dos Bancários é parte de uma sociedade cada vez mais unida e mais consciente das suas necessidades da sua força.

E essa gloriosa história já tem e só tem 50 anos!

Parabéns, Sindicato dos Bancários de Brasília, por suas “Bodas de Ouro”! E que venham mais outros 50 anos de glória e de lutas! Porque são de batalhas que se forjam as glórias!

E que a Luta continue!!!!!

Carnavalesco: Pedro Marques
O Sindicato dos Bancários de Brasília vem fazendo seu lema “UNIDOS SOMOS MAIS
 

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